Nesta segunda-feira (04/08), a TV Brasil exibe, às 23h, um
novo episódio do programa “Caminhos da Reportagem”, que terá como tema a “COP
30: Negócios Amazônicos”. Com cerca de três meses para a abertura da
Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre as Mudanças Climáticas, que ocorre
pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA), a atração apresenta as
possibilidades de negócios e empreendimentos na região.
De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae), os pequenos negócios correspondem a 95% das
empresas do Pará. Os empreendedores revelam estar ansiosos pelo início da COP
30, com a expectativa de que o evento sirva como vitrine para seus produtos e
talentos.
“Nós temos um potencial turístico muito grande e uma cultura
viva. Mas espero que esse intercâmbio aconteça com respeito e que a gente
consiga ter discussões sobre um futuro mais sustentável”, afirma a empresária e
designer Isabela Sales. Ela se preocupa com a natureza e, por isso, fez
pesquisas em busca da matéria-prima ideal, descobrindo à câmara de pneu. “Tem
um potencial estético interessante, porque se assemelha ao couro. Além disso,
demora muito tempo para se decompor, cerca de 600 anos. Aí a gente
reaproveita”, explica. Com trabalho artesanal, Isabela produz acessórios,
bolsas e carteiras.
Caminhos da Reportagem também mostra a expectativa do setor
hoteleiro da capital paraense. É o caso da empresária Simone Pereira que
investiu em inclusão e sustentabilidade. “A gente vê a COP 30 como uma
oportunidade de crescimento. Nós saltamos de 19 para 30 quartos. Esses novos
quartos terão acessibilidade (para pessoas com deficiência) e um olhar mais
criterioso para o meio ambiente”, adianta.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, comenta que, pela
primeira vez, a COP trará um retrato da pequena economia. “Não podemos imaginar
alcançar a sustentabilidade sem a presença e o protagonismo desse tipo de
negócio, não apenas no Brasil, mas no mundo”, observa.
A produção também acompanhou o trabalho da empreendedora
Izete Costa, que aposta na economia verde, com a venda de chocolate feito a
partir de cacau da Amazônia. A receita tem origem familiar e foi bem aceita
pelos consumidores. No entanto, lembra que o desenvolvimento precisa envolver
toda a comunidade. “Uma das coisas de que os ribeirinhos precisam é acesso a
crédito, para que consigam se manter na área, protegendo e preservando”,
conta.
Por fim, o presidente da COP 30 e embaixador brasileiro,
André Corrêa do Lago, encara a oportunidade como um desafio para o país. “Vai
ter uma dimensão em que a gente vai aprender muito, mas a COP 30 também é uma
ocasião para o mundo inteiro entender muito melhor as contribuições que o
Brasil pode dar”, conclui.