Morta aos 39 anos em 2001, Cassia Eller era uma das grandes
vozes femininas da MPB. Extrovertida no palco, fora dele se dizia uma pessoa
tímida. Esse traço de sua personalidade, a relação com as drogas, o sucesso, a
gravidez inesperada, a pressão da fama e a morte precoce são alguns temas
abordados no documentário Cássia Eller, de Paulo Henrique Fontenelle, que será exibido
no Curta! nesta segunda-feira (05/01), às 22 horas.
Escolhido pelo público como melhor documentário na Mostra
Internacional de Cinema São Paulo em 2014, a produção traz depoimentos de
familiares, como a companheira Maria Eugênia Martins e o filho Chicão, hoje
mais conhecido como o músico Chico Chico; de jornalistas como Tárik de Souza e
Arthur Dapieve; e artistas como Zélia Duncan, Nando Reis e Oswaldo Montenegro.
Companheira de Cássia por 14 anos, Maria Eugênia, em
depoimento no documentário, conta que a cantora se transformava nos palcos. ‘Eu
tinha a sensação que ela recebia um santo, era uma coisa doida aquilo ali! Ela
se transformava no palco, não era a mesma pessoa’, afirma.
Em entrevista exibida no filme, Cássia admite que a música
foi a maneira que encontrou para driblar a timidez. ‘Eu tenho vergonha das
pessoas. Eu tenho medo de gente. A música foi uma fuga da minha incapacidade de
viver socialmente com as pessoas’, revela.