O terceiro episódio inédito do programa Olhar Brasil desbrava
a cidade de Guarapari, no Espírito Santo, neste sábado (17/01), às 18h30, na TV
Brasil. A produção original percorre as areias medicinais e mostra a variedade
de espécies da região.
O seriado destaca as areias radioativas da Praia da Areia
Preta e explica a importância da maior biodiversidade marinha da costa
brasileira.
A cidade reúne uma das maiores concentrações de areias
monazíticas do planeta. Composta de elementos radioativos, as areias negras de
Guarapari emolduradas por grãos dourados de ilmenita emitem uma onda radioativa
com propriedades medicinais em uma intensidade que fortalece o corpo de quem
por ali passa e inala o gás torônio.
O efeito estimula positivamente a defesa do organismo
humano. Essas areias são fruto de um acúmulo natural dos grãos depositados a
partir das montanhas no decorrer de milhões de anos. Ao longo do tempo, o mar
avançou e recuou, mas mantém esse material. A resistência adquirida com esse
contato é associada ao princípio da hormese.
Referência em biodiversidade marinha no país, Guarapari tem,
além das praias da orla, a natureza do manguezal com várias espécies da fauna e
flora que ganham espaço para se reproduzir nesse ecossistema de transição.
Os nutrientes disponíveis nas águas ajudam no
desenvolvimento da vida marinha abundante na costa do estado que se prolifera
na região incorporada a uma unidade de conservação inserida nas proximidades da
área urbana do município. Guarapari mantém essa riqueza ecológica na Reserva de
Desenvolvimento Sustentável Concha DOstra.
A produção inédita também revela o turismo náutico com o
mergulho na profundeza das águas da cidade. O programa destaca o maior recife
artificial da América Latina no navio afundado Victory 8B que serve de habitats
marinhos. O espaço abriga inúmeras espécies de peixes, tartarugas e outros
seres vivos. O local fica a cerca de 12 km da costa de Guarapari, entre as
ilhas Rasa e Escalvada, a aproximadamente 36 metros de profundidade.
A série documental Olhar Brasil acompanha as correntes
marinhas da região com imagens de corais, cardumes, abundância de criaturas
exóticas e centenas de espécies marinhas catalogadas.