Nesta
segunda-feira (16/03), a TV Globo estreia ‘A Nobreza do Amor’, uma fábula
afro-brasileira dos anos de 1920 que chega ao horário das seis. A novela se passa
em dois universos fictícios. De um lado do oceano, Batanga, ex-colônia
portuguesa, reino da costa ocidental da África, marcada por uma disputa de
poder central na trama. Do outro, Barro Preto, interior do Rio Grande do Norte,
cidade onde litoral e sertão se cruzam, produzindo paisagens de um microcosmo
de Brasil.
Um golpe de
estado em Batanga dá início a essa trama. O ambicioso Jendal, vilão
interpretado por Lázaro Ramos, é o responsável por trair e derrubar o rei
Cayman II (Welket Bungué), usurpando seu trono, quando vê desmoronar seus
planos de ascensão ao poder, que incluíam o casamento arranjado com a princesa
Alika (Duda Santos) e o acordo com os ingleses para a exploração do tungstênio
no país.
Na tentativa
de escapar da tirania de Jendal, a família real foge, mas rei Cayman acaba se
ferindo e, antes de morrer, revela à princesa e à rainha Niara (Erika Januza) o
lugar para onde elas deveriam ir: Brasil. É lá onde vive Zambi/José (Bukassa
Kabengele), o irmão do rei deposto, que, anos antes, renunciou à coroa para se
casar com a brasileira Teresa (Ana Cecília Costa). Além do encontro familiar,
Barro Preto, o refúgio do outro lado do oceano, reserva a Alika o despertar do
amor, algo inédito também na vida do jovem Tonho (Ronald Sotto).
Entre os
cenários escolhidos para a novela estão o Parque Nacional da Furna Feia, Dunas
do Rosado, Maracajaú e Barreira do Inferno, com passagens pelas cidades de
Areia Branca, Porto do Mangue, Guamaré, Macau, Maxaranguape, Mossoró,
Parnamirim e Tibau do Sul, além da capital Natal.
Produzida
nos Estúdios Globo, ‘A Nobreza do Amor’ é uma novela criada e escrita por Duca
Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Júnior, com colaboração de Dora Castellar,
Alessandro Marson, Duba Elia e Dione Carlos, pesquisa de Leandro Esteves e
assistência de roteiro de Dimas Novais. A obra tem direção artística de Gustavo
Fernandez, direção geral de Pedro Peregrino e direção de Ricardo França, Igor
Verde e Mariana Betti. A produção é de Andrea Kelly, a produção executiva, de
Lucas Zardo, e a direção de gênero, de José Luiz Villamarim.