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MANCHETES

» 29/03/2026 - 00:50
Presidente da Cedro Participações: Lucas Kallas prevê falta de portos para minério até 2031 no É Negócio

Em entrevista ao programa É Negócio, que irá ao ar neste domingo (30/03), às 20h45, na CNN Brasil, Lucas Kallas, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, afirma que o setor mineral pode enfrentar falta de capacidade portuária até o início da próxima década.

“O que nós enxergamos é que, com todos os grandes players aumentando a produção, em 2030 ou 2031 não haverá capacidade portuária suficiente. O nosso medo é que lá na frente não haja espaço para escoar. Você está falando de investimentos de bilhões que ficam paralisados se não houver porto”, acredita. Segundo o executivo, o cenário levou a empresa a investir em um porto próprio para reduzir a dependência de terceiros como Vale, CSN e Mubadala.

Durante a conversa com Carlos Sambrana, Kallas também afirma que o futuro da indústria está ligado à descarbonização e disse que a Cedro aposta no “pellet feed” de alto teor para reduzir a pegada de carbono e capturar um prêmio de mercado para o minério de melhor qualidade.

“Acredito muito na mineração sustentável de pellet feed, que é o minério de altíssimo teor e emite 50% a menos de carbono. Estou partindo muito para essa questão do minério verde. Acredito que o minério de alta qualidade deve receber prêmio no futuro, porque o mundo não tem como seguir sem a descarbonização”, defende.

Ele comentou que a Cedro se destaca pela agilidade na adaptação ambiental, como pioneira na descaracterização de barragens e no reuso de recursos hídricos. “Fomos a primeira empresa, logo em 2019/2020, a descaracterizar uma barragem de rejeito a montante. Hoje filtramos o rejeito, reaproveitamos 80% a 90% da água no circuito e pegamos um ciclo extremamente favorável para a mineração”, enfatiza. Kallas relembra que a empresa estruturou seus investimentos com o minério a US$ 80 e acabou atravessando o período em que o preço chegou a US$ 200.

O executivo também reforça a vulnerabilidade do setor mineral brasileiro em relação à demanda chinesa. “O consumo de minério no Brasil é muito pequeno. Eu brinco que, se a China gripar, a gente morre de pneumonia. Hoje, 80% a 90% do minério de ferro é exportado”, diz.

Ele explica ainda que, além do minério, a Cedro analisa oportunidades em petróleo onshore fora do Brasil. “Pretendo investir na América Latina. Nos Estados Unidos, estou olhando também, na área de petróleo onshore”, comenta.

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