A Record News recebeu, na última sexta-feira (10/04), o
cineasta André Sturm para uma entrevista ao vivo no Link News. Conduzido por
Gustavo Toledo, o bate-papo abordou o lançamento de seu novo filme, A
Conspiração Condor, que estreou na última quinta-feira (09/04), além de temas
ligados ao cenário do audiovisual brasileiro.
Ao comentar o momento do cinema nacional, Sturm falou sobre o
PL do Streaming, aprovado em dezembro de 2025, e rebateu críticas feitas por
artistas como Wagner Moura. “Muitas vezes, como no caso dele, ouviu falar
sobre, mas não leu a lei. Muitas das críticas que faz não são procedentes”,
afirmou.
O projeto prevê a regulamentação e taxação de plataformas de
vídeo sob demanda, com foco no fortalecimento da produção nacional. ”É uma lei
para que os serviços de streaming apoiem o cinema brasileiro. Será um divisor
de águas na história do audiovisual do país, com uma estimativa de movimentar
cerca de um bilhão de reais”, explicou.
Sobre seu novo trabalho, A Conspiração Condor, Sturm destacou
a proposta do longa, que mistura fatos históricos e ficção ao abordar possíveis
conexões entre as mortes de Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda
durante a ditadura militar. “Alguns fazem filmes para modificar a história. Eu
quero que o público assista e saia questionando os acontecimentos”, disse.
O cineasta também comentou os desafios da produção, realizada
com orçamento de sete milhões de reais, considerado abaixo dos padrões do
mercado. “Foi um grande esforço, mas quem assistir nem vai perceber”, afirmou.
Encerrando a entrevista, Sturm falou sobre sua atuação como
curador na nova exposição da cantora norte-americana Janis Joplin, no Museu da
Imagem e do Som (MIS). “É uma exposição inédita, com objetos que nunca haviam
saído da casa de Janis. Quando pensamos em contracultura, pensamos nela, que é
icônica”, destacou. A mostra reúne mais de 300 itens e será aberta ao público
no dia 16 de abril.