A TV Cultura preparou uma programação especial em celebração
ao Dia dos Povos Indígenas, comemorado em 19 de abril, reunindo documentários,
reportagens e uma edição do Roda Viva.
Abrindo a programação, nesta quarta-feira (15/04), o
documentário Ashaninka: Semeadores da Floresta será exibido às 22h30, na faixa
Cultura.Doc. Produzido pelo departamento de Jornalismo da emissora em parceria
com o Amazon Rainforest Journalism Fund e o Pulitzer Center, o filme acompanha
a repórter Laís Duarte em uma viagem à Serra do Divisor, na fronteira entre
Brasil e Peru. O registro apresenta a cultura do povo Ashaninka, que habita
territórios nos dois países e atua na proteção de uma das regiões de maior
biodiversidade do planeta.
Lar de inúmeras espécies, entre elas a samaúma, árvore
gigante que se destaca na paisagem amazônica, o território Ashaninka também é cenário
de resistência histórica. O povo enfrentou a colonização espanhola no Peru e os
impactos do ciclo da borracha na Amazônia. Atualmente, segue ameaçado por
projetos de infraestrutura, expansão agrícola, mineração, exploração ilegal de
madeira e tráfico de drogas.
Na sexta-feira (17/04), o Jornal da Cultura, apresentado por
Rita Lisauskas, aborda quem são os povos e comunidades tradicionais no Brasil,
além de sua importância histórica, cultural e social. A edição, exibida às 21h,
também traz um panorama das políticas de proteção voltadas a esses grupos.
No domingo (19/04), data oficial do Dia dos Povos Indígenas,
o Repórter Eco, apresentado por Adele Santelli, vai ao ar às 18h com
reportagens sobre o conhecimento indígena a respeito de 36 espécies de abelhas
sem ferrão da Amazônia. O tema é destaque do livro Saberes Wajãpi sobre Abelhas
e Mel, fruto de parceria entre a Fundação Heinrich Böll e o Instituto Iepé.
Na sequência, às 18h30, será exibido o documentário
Xingu-Tokyo: Conexão Ancestral. O filme propõe uma reflexão sobre a arte
indígena brasileira a partir da mostra Bancos dos Povos Indígenas Brasileiros:
Imaginação Humana e Fauna Selvagem, realizada em 2018 no Museu Metropolitano de
Arte Teien, em Tóquio.
A produção apresenta cenas da aldeia Kaupüna, no Território
Indígena do Xingu, acompanhando o processo de criação dos bancos, da escolha da
madeira ao acabamento, além de destacar grafismos, técnicas e significados
simbólicos. Com direção de Marisa Moreira Salles, Pedro Jezler, Rafael Costa e
Tomas Alvim, e narração de Lenine, o longa aborda ancestralidade, arte e
identidade.
Na segunda-feira (20/04), às 22h, o Roda Viva, apresentado
por Ernesto Paglia, recebe o escritor indígena Daniel Munduruku. Referência na
valorização das culturas originárias, o autor construiu uma trajetória dedicada
à literatura e à educação, com atuação em diferentes gêneros, como ficção, não
ficção e obras infantojuvenis. Seu trabalho contribui para o fortalecimento da
identidade indígena e a preservação cultural. Munduruku possui pós-doutorado em
Linguística e Literatura Indígena pela UFSCar, doutorado em Educação pela USP e
graduação em Filosofia, História e Psicologia pela UNISAL.