O ex-meia Paulo Silas, ídolo do São Paulo e do San Lorenzo,
da Argentina, foi o convidado do CNN Esportes S/A, apresentado por João Vítor
Xavier e exibido, excepcionalmente, no último sábado (04/07), às 18h.
Analisando a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
sob o comando de Carlo Ancelotti, Silas elogiou a resiliência e a leitura de
jogo do treinador italiano. Segundo o ex-meia, Ancelotti soube absorver a
pressão inicial provocada por desfalques de peso, como Estêvão, Éder Militão e
Rodrygo, e pela derrota para o Japão.
Para Silas, a virada de chave da Seleção passou diretamente
pelas decisões estratégicas do técnico, como manter Casemiro em campo e
promover a entrada de Gabriel Martinelli (ambos autores dos gols no confronto
subsequente), provando a capacidade do treinador de ler o jogo sob pressão.
Ao abordar o combate ao racismo no esporte, Silas destacou o
protagonismo de Vinicius Jr., mas alertou para o isolamento do atacante do Real
Madrid nessa cobrança. Para ele, falta uma mobilização coletiva mais robusta em
torno do jogador.
"Olha o Vini, tudo bem que ele levantou uma bandeira
contra o racismo e tal, mas ele está pagando um preço sozinho. Você não vê essa
mesma perseguição com outros jogadores negros no próprio time dele", afirmou.
Conhecedor do futebol sul-americano por sua idolatria na
Argentina, Silas também entrou na discussão sobre os maiores da história e
colocou Lionel Messi em um patamar abaixo apenas de Pelé, superando inclusive
Diego Maradona em seu ranking pessoal.
"Messi só não é melhor do que o Pelé. O Maradona era
muito mais carismático, e os argentinos dizem que o Messi não é argentino, é
europeu, porque foi pra lá muito menino. Para mim, (Messi) passou",
concluiu.