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Divulgação - TV Brasil
 
MANCHETES

» 31/07/2026 - 23:43
Cissa Guimarães recebe Luísa Mell, Camila Prado e Rita Ericson no Sem Censura sobre cães e gatos Sem Raça Definida

No Dia do Vira-Lata, comemorado nesta sexta-feira (31/07), o Sem Censura exibe uma edição dedicada aos apaixonados por animais. O bate-papo apresentado por Cissa Guimarães, que irá ao ar hoje, no horário alternativo das 23h30, na TV Brasil, reúne especialistas para abordar os avanços e os desafios no tratamento desses seres no país que tem uma das maiores populações de pets do mundo.

Para destacar os direitos dos animais e explicar como cuidar com responsabilidade e respeito desses bichos, o programa temático recebe a ativista Luísa Mell, a advogada animalista Camila Prado e a médica veterinária Rita Ericson. A jornalista Katy Navarro participa como debatedora na bancada.

A roda de conversa vespertina da emissora pública celebra os cães e gatos Sem Raça Definida (SRD). A proposta é estimular atitudes como a adoção consciente, promover o comprometimento com a causa e combater o abandono.

Conhecida pelo trabalho voluntário de resgate e proteção dos animais, Luisa Mell teve uma trajetória como atriz e apresentadora. Na entrevista para Cissa Guimarães, ela recorda o desafio de comandar produções como o "Late Show", lançado em 2002 na RedeTV!.

"A primeira reportagem foi no centro de controle de zoonoses, ainda conhecido na época como a carrocinha. Depois de três dias se ninguém fosse buscar os cachorros, eles matavam. Era um corredor em que os cães eram separados por dia de espera até a injeção letal. Ao ver a cena, pensei na hora. Eu vim nessa vida para mudar isso. Naquele dia não consegui salvar nenhum daqueles animais, mas passei a me dedicar para mudar essa situação", recorda.

Luisa Mell continua sua reflexão. "Depois, descobri que era muito mais do que só aquilo: os maus-tratos, a violência... Primeiro os pets e em seguida todos os animais. Eu era uma apresentadora e fui me transformando em ativista. Fui comprando briga", lembra.

"Eu era atriz, fazia teatro, me tornei outra pessoa. Percebi que a vida era tão mais importante, profunda, quando você tem uma causa. Acredito muito nisso. É difícil porque apesar de termos mudanças na legislação, a pena ainda é muito branda. Sou formada em Direito. Vivencio isso nas delegacias. Hoje em dia sou completamente vegana e me dedico totalmente para isso", afirma.

A ativista conta como o amor pelos animais mudou sua vida. "Era muito fresca, uma adolescente ainda, mas no primeiro resgate eu me transformei. O que me importava era ajudar aquele bichinho a sobreviver. Os animais modificaram completamente a minha vida, a minha personalidade. Eu virei uma pessoa muito melhor por causa dos animais, inclusive com outras pessoas, o meu olhar para o outro. Esses seres despertam algo superior na gente que não sei nominar", comenta Luisa Mell.

Sobre o luto em relação à perda de um bichinho de estimação, Luisa Mell diz. "Muita gente fala que não quer mais ter outro animal. Costumo perguntar: você apagaria tudo que viveu com ele por causa dessa dor? A vida é isso. As pessoas têm medo de perder”.  

Luisa Mell também aborda a relação com os haters que criticam suas ações na internet por conta de suas denúncias. "Muitas pessoas ficam incomodadas. Meu trabalho é totalmente voluntário. Esse ódio dos criadores de cachorros em que os animais sofrem em gaiolas, sem vida nem cuidado veterinário envolve muito o poder econômico, atrapalhando o negócio de muita gente que me detesta, uma indústria. Muitas vezes, também, quem está criticando, só julga, mas não faz nada por ninguém. Aprendi isso", pontua.

Luisa Mell ainda fala sobre o especismo, a discriminação contra seres vivos com base na sua espécie biológica.

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