A produção documental Criaturas do Grande Azul é uma das
novas atrações da faixa dos conteúdos de natureza na programação da TV Brasil. O
seriado estreia nesta terça-feira (22/09), às 21h30, com foco na fauna que dá
vida aos oceanos. O conteúdo também pode ser acompanhado em horário alternativo
com janela aos domingos, às 20h30.
Com seis episódios, Criaturas do Grande Azul desvenda o mundo
selvagem dos oceanos Pacífico e Antártico. O programa viaja das Ilhas Cook até
a orla antártica para revelar animais singulares ao longo da jornada, como
minúsculos argonautas, raias-manta gigantes e enormes baleias jubarte.
Na edição de estreia, a série Criaturas do Grande Azul vai
até as Ilhas Snares, um arquipélago de pequenas formações desabitadas na costa
da Nova Zelândia. A atração mostra animais típicos da região como pinguins,
leões-marinhos e aves da espécie pardela-escura que fazem ninho na densa copa
das árvores.
Escondida nas profundezas do Oceano Antártico, uma cidadela
de granito que raramente sentiu o passo humano é um dos desertos insulares mais
intocados que restam no planeta. A cada verão, milhões de aves marinhas
convergem para a região para o ciclo reprodutivo nessa época do ano.
Os pinguins da espécie local são encontrados apenas neste aglomerado
de ilhas. Mais de 50 mil se reúnem nas Snares ao longo do verão, lutando contra
as ondas massivas do Oceano Antártico para chegar à costa. Eles percorrem uma
jornada de 15 mil quilômetros para alcançar o arquipélago.
No interior das ilhas, eles encontram seus parceiros e criam
seus filhotes em uma corrida frenética para aproveitar o curto verão
subantártico. Durante o caminho de ida e volta para o mar, eles são caçados por
pássaros predadores de grande porte, que têm como alvo os pinguins mais jovens
e vulneráveis.
Ao anoitecer, o tom do céu acima do arquipélago fica negro
com a passagem de uma revoada dessas aves marinhas que chegam do oceano.
Pardelas-escuras se reúnem aos milhões, fazendo suas tocas no solo macio e
turfoso das ilhas.
No dia, ao amanhecer, esses pássaros partem novamente,
seguindo antigas rotas de aves pela floresta. Esses percursos terminam em
pontos de salto na copa da floresta, de onde bandos de pardelas fluem em
direção ao mar para a alimentação diária, aproveitando os cardumes de krill que
viajam nas correntes.
Leões-marinhos da Nova Zelândia sobem regularmente nas Ilhas
Snares para descansar. Para eles, essa região é um santuário pacífico, longe do
caos e da violência das colônias de reprodução localizadas mais ao sul.