O ‘Viver Sertanejo’ deste domingo (27/09) celebra os 30 anos
de ‘O Rei do Gado’, novela de Benedito Ruy Barbosa. O especial reúne atores e
músicos que fizeram parte da produção e revisita personagens, cenas e músicas.
Jackson Antunes, que interpretou Regino Pereira, líder de um
grupo de trabalhadores sem-terra, relembra a relação com Benedito Ruy Barbosa e
destaca a forma como o autor construía suas histórias e personagens. “O seu
Benedito é um ser humano encantado, ele não tem esse negócio de escolher um
para ser protagonista”, conta.
A música é um dos destaques do especial. Nil Bernardes, da
Orquestra da Terra, participou da trilha sonora de ‘O Rei do Gado’ com quatro
músicas, incluindo o tema de abertura. Ele conta como surgiu a composição que
se tornou o tema: “Eu tinha composto uma canção para uma trilha comercial, e um
dia o Benedito visitou o estúdio de gravação e estava tocando essa peça, e
falou ‘olha, estou fazendo uma novela com essa temática, e quero que o tema de
abertura seja mais ou menos isso aí’.
Nil também relembra o impacto da novela em sua trajetória.
Apesar de já ter discos lançados, foi com ‘O Rei do Gado’ que ele ganhou
projeção como cantor para além do Brasil. A novela foi comercializada em mais
de 50 países.
A trilha sonora também conduz um encontro entre Leandro Lima
e Guito. Os dois fazem uma homenagem à dupla Pirilampo e Saracura, personagens
interpretados por Almir Sater e Sérgio Reis na novela, em uma associação que
resgata a parceria. Leandro Lima e Guito cantam ‘Travessia do Araguaia’ e
‘Cabecinha no Ombro’, canções que também fizeram parte da trilha da novela.
Silvia Pfeifer, que interpretou Léia Mezenga, a mulher de
Bruno Mezenga, personagem central da trama, relembra sua passagem pela novela.
A atriz fala sobre a construção do visual da personagem e as escolhas que
ajudaram a compor sua identidade ao longo da história. O programa também
resgata cenas de Silvia Pfeifer na produção.
Apresentado por Daniel, o Viver Sertanejo vai ao ar na TV
Globo, depois do Globo Rural, com produção de Nathália Pinha, produção
executiva de Matheus Pereira, direção de Rafael Boucinha, direção artística de
Gian Carlo Bellotti e direção de gênero de Monica Almeida.