O ator Kiko Mascarenhas é o convidado da próxima edição do
Provoca, que vai ao ar nesta terça-feira (29/09), às 22h30, na TV Cultura, com
apresentação de Marcelo Tas. Ele relembra momentos de sua trajetória, fala
sobre as dificuldades enfrentadas por um ator de teatro ao chegar ao
audiovisual e reflete sobre o papel da arte e os desafios de viver da profissão
no Brasil.
Kiko conta como Todas as Coisas Maravilhosas, monólogo que
protagoniza desde 2019, teve um papel importante durante uma crise de ansiedade
e depressão. “Eu acho que fez parte da minha cura o processo todo. Voltar a
falar sobre isso depois de ter vivido isso, me ajudou”, revela. A experiência
também o levou a criar uma lista mental de pequenas coisas boas da vida, como
uma risada, um sorvete ou um banho de mangueira.
O ator relembra ainda um dos momentos mais difíceis desde a
estreia do espetáculo: um dia em que nenhum ingresso foi vendido e não houve
público. “E aí eu fui chorar”, conta. Para ele, situações como essa fazem parte
da profissão. “Eu falo que o teatro é feito de fracassos, porque é isso”, diz.
Ao falar sobre a chegada ao audiovisual, Kiko explica que uma
das principais dificuldades para quem vem do teatro é manter a concentração
diante do ritmo e do barulho de um set. Ele também reflete sobre a capacidade
de transformação da arte e resume sua visão em uma frase: “A arte salva. Eu
acredito nisso, de verdade”.