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Divulgação - Curta!
 
MANCHETES

» 11/10/2026 - 15:25
Ninguém Pode Provar Nada - A Inacreditável História de Ezequiel Neves mostra lado provocador e polêmico do produtor musical no Curta!

A carreira de Ezequiel Neves conduz “Ninguém Pode Provar Nada - A Inacreditável História de Ezequiel Neves”, que estreia nesta segunda-feira (12/10), às 22h, no Curta!.

Produzido pela Giros filmes e dirigido por Rodrigo Pinto, o filme mistura documentário e ficção, usando depoimentos reais e cenas imaginadas. Ezequiel fala sobre Os Mutantes, diz que Rita Lee não sabia cantar e se emociona com a morte de Cazuza.

A produção não esconde os aspectos mais provocadores da vida de Ezequiel, abordando drogas, sexualidade, álcool e comportamentos considerados transgressores. Há imagens que incluem nudez em fotografias e falas de conteúdo erótico e sexual, e uso de drogas.

Logo no início da obra, o público recebe a advertência que dá o tom da produção. “Atenção! Esse filme foi feito com uso de Inteligência Artificial e outras drogas”. Para reconstituir a trajetória do protagonista, o diretor reuniu mais de 150 horas de entrevistas inéditas e um acervo documental. Ele utilizou recursos como arquivos falsos, trechos de filmes inventados e entrevistas recriadas por meio de inteligência artificial.

Nascido em Belo Horizonte, Ezequiel Neves deixou a cidade em 1965, em busca de experiências culturais mais completas em São Paulo e no mundo. Considerado um dos pioneiros na cobertura jornalística de rock no Brasil, foi uma figura central na descoberta do Barão Vermelho e Cazuza na década de 80. No documentário, ele conta que descobriu o grupo numa fita cassete na casa de Nelson Motta e se apaixonou pelo som. Depois acabou tornando-se também um mentor de Cazuza.

“Roubei a fita e fui sequestrado por aquela fita”, conta Ezequiel.

Na parte ficcional, Emilio Neto foi o ator escolhido para interpretar o jornalista, que morreu de câncer, em 2010. No filme, o próprio Ezequiel Neves é o único que aparece nas entrevistas. O restante dos entrevistados contribui por meio de depoimentos de voz, enquanto suas falas são acompanhadas por imagens de arquivo, fotografias e documentos.

Entre os nomes, Nelson Motta, Guto Graça Mello, Neville D  Almeida, Roberto de Carvalho, Roberto Frejat, Maurício Kubrusly e Lucinha Araújo são alguns dos nomes que contribuíram com declarações sobre o artista. Segundo Lucinha, Ezequiel e Cazuza eram almas gêmeas. Os dois dividiram a autoria de sucessos como Exagerado e Codinome Beija-Flor.

“Eu gostava muito do Ezequiel, mas ele provocou um lado horrível do Cazuza. Ao mesmo tempo em que culturalmente ele foi maravilhoso para o Cazuza, esse lado de maluquice ele acirrou e o Cazuza, claro, adorava, né”, ressalta.

De acordo com Frejat, mesmo sem ter conhecimento técnico sobre música, “Ezequiel tinha talento para reconhecer sucessos.  A gente gravava e falava, Zeca, vem ouvir. Se ele dançasse e curtisse, estava aprovado. Quando ele começava a tentar dançar e o negócio não funcionava, pode voltar para a prancheta, vai estudar de novo!”, lembra Roberto Frejat.

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