Em entrevista ao empresário e jornalista Joao Doria Jr., Ana Botafogo, que completa 36 anos de carreira em 2012, relembrou o início de sua trajetória artística, quando começou a escrever sua história com a ponta dos pés. “Minha mãe me levou para as primeiras aulas aos seis anos de idade. Era tudo uma grande brincadeira”, disse ao apresentador do Show Business. No entanto, foi aos 18 anos, após ser admitida em uma companhia francesa, que tudo mudou. “Participei de uma audiência e fui aprovada. De repente, me vi profissional e pensei comigo: esta é a vida que eu quero para mim”, observa. O programa vai ao ar neste sábado (04/02), às 23h40, pela Rede Bandeirantes.
Em outro momento da entrevista, Ana comentou a rígida disciplina a que se submete. “Até hoje eu me exercito por quase seis horas diárias, cinco vezes por semana. Isso sem contar as apresentações nos finais de semana. Quem trabalha com o corpo precisa trabalhar constantemente o físico”, afirmou, acrescentando que no ballet clássico é preciso ter disciplina para manter o peso. “As gordinhas não têm vez. Precisamos de mulheres etéreas, leves, que flutuam. Em dança contemporânea o contexto é outro. Quem estiver acima do peso com certeza pode se encontrar em outro estilo”, completou a artista, que pesa 45 kg e mede 1,60 m de altura.
Em relação à nova geração do ballet clássico brasileiro, Ana Botafogo mostrou-se bastante orgulhosa. “Temos uma safra fantástica de novos bailarinos e bailarinas. O Brasil, aliás, está revelando muitos talentos, sobretudo homens, que vêm crescendo em número e começando a estudar cada vez mais cedo”, afirma.
Parceira mais constante do bailarino Fernando Bujones (morto em 2005), Ana disse preservar grandes lembranças do amigo. “Tive uma relação simbiótica com Bujones. Foi ele quem me abriu as portas para o mundo. Minha carreira, aliás, deslanchou com ele, que foi muito generoso comigo”, relembra.
Viúva duas vezes (do bailarino Graham Bart e do advogado Fabiano Marcozzi), Ana Botafogo reforçou o senso de profissionalismo que norteia sua carreira, mesmo durante situações difíceis. “A vida da artista e a da Ana andam juntas. Tento não passar para o público meus momentos de tristeza. Mas, quando estou feliz, essa luminosidade irradia. Na alegria e na tristeza, o artista tem de estar preparado para o palco”, conclui.