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Divulgação - TV Brasil
 
MANCHETES

» 10/11/2018 - 22:28
"Mídia em Foco" destaca comunicação pública nesta segunda

A comunicação pública tem um papel fundamental no Brasil e no mundo de modo complementar aos sistemas estatal e privado. O programa “Mídia em Foco” abre o debate sobre o assunto na edição inédita desta segunda-feira (12/11), às 22h45, na TV Brasil.

Para discutir a importância da mídia pública, o programa apresentado por Paula Abritta recebe três jornalistas que estudam o tema: as professoras Márcia Detoni e Mariângela Haswani e o pesquisador Octavio Penna Pieranti.

A produção aborda questões relacionadas aos modelos de financiamento, à autonomia financeira e editorial, ao alcance popular, à participação crítica da sociedade e ao tipo de conteúdo a ser veiculado. A ideia é refletir sobre a busca por uma mídia pública independente, plural, inovadora e de qualidade.

As diversas plataformas que surgiram a partir do advento das novas tecnologias embasam a argumentação da jornalista e professora Márcia Detoni. A educadora da Universidade Mackenzie destaca como essa percepção já tem repercutido no exterior.

"As novas tecnologias são uma grande oportunidade para o rejuvenescimento da mídia pública, e a gente observa que essa oportunidade tem sido muito bem aproveitada nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Eles perceberam que não são apenas uma emissora de TV ou uma emissora de rádio, que uma emissora pública é uma provedora de conteúdos nas mais diversas plataformas", afirma.

Professora da Escola de Comunicações e Artes da USP, Mariângela Haswani analisa o papel da mídia pública sob a ótica do interesse da população. "A comunicação pública é a única ferramenta capaz de garantir a democracia. Como é que alguém lá na ponta vai decidir alguma coisa se ele não tem a informação aqui no começo?", questiona.

O financiamento desse sistema é posto em pauta pelo jornalista e pesquisador Octavio Penna Pieranti, autor do livro "A radiodifusão pública resiste: a busca por independência no Brasil e no leste europeu".

"A radiodifusão pública tem que ter fontes de financiamento plurais que lhe permitam sobreviver. E não é sobreviver sem dignidade, é sobreviver com recursos necessários para o seu investimento", pondera o estudioso.

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