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Divulgação - SescTV
 
MANCHETES

» 05/09/2019 - 17:24
SescTV estreia "De Onde Se Vê" nesta sexta

O SescTV estreia a série De Onde Se Vê, composta por 10 documentários, com duração entre 13 e 15 minutos cada, gravados a partir da quinta edição do Mirada - Festival Ibero-americano de Artes Cênicas de Santos, realizado no litoral paulista pelo Sesc São Paulo, no período de 5 a 15 de setembro de 2018.

Com roteiro e direção de Luiz R. Cabral e curadoria e entrevistas do crítico de teatro Welington Andrade, a produção ganhará destaque no SescTV, a partir das 20h30, com os dois primeiros curtas-metragens: Autoficções e Póeticas do Espaço.

Para discutir sobre as inquietações estéticas, sociais, políticas, humanas e culturais geradas pela aproximação do teatro enquanto fenômeno sociocultural ibero-americano, diversos profissionais da área foram entrevistados. Dentre eles estão os atores brasileiros Caio Blat; Renata Sorrah e Luiza Lemmertz; os diretores Antunes Filho e Bia Lessa, ambos do Brasil, Chela Ferrari, do Peru, Jorge Ugo Marín e Heide Abderhalden, da Colômbia; Edgardo Mercado, da Argentina, Javier Pérez Calcedo, do Equador, e Conchi León, do México.

No documentário Autoficções, os diretores Sergio Blanco, do Uruguai; Nelson Baskerville e Leonardo Moreira, ambos do Brasil, conversam sobre o conceito de autoficção no teatro. Para Sergio, a forma autobiográfica ficcional parte de algo real. “O interessante é ficcionalizá-la e criar mecanismos de poetização que possam transformar essa realidade em outra coisa”, explica. Nelson acredita que a modernização da ficção a afastou do humano. “Está sendo necessário essa retomada para que a gente entenda que aquilo que está acontecendo ali no palco é verdadeiro e pode ser artístico e teatralizado”, afirma.

Já Leonardo cita o espetáculo Ficção, dirigido por ele, para comentar sobre o tema.  Na peça, os atores misturam suas histórias pessoais ao irreal. “A gente mostra a realidade para valorizar a ficção”, expõe o diretor.

A produção traz trechos das peças: A Vida, com direção de Nelson Baskerville, encenada pela Companhia Antikartática Teatral (Brasil); Ficção, de Leonardo Moreira, com a Cia Hiato; e El Bramido de Düsseldorf, dirigida por Sergio Blanco.

Em sequência, o documentário Políticas do Espaço aborda os espaços cênicos da contemporaneidade a partir de entrevista com os diretores brasileiros Bia Lessa e Luiz Fernando Marques (Libi); com o ator Caio Blat e os cenógrafos Henry Alarcón, colombiano, e Márcio Medina, também brasileiro.

Para Bia, o homem não é o centro de tudo. “Eu tenho que entender o espaço. O espaço é determinante”, assegura. Luiz Fernando confirma este pensamento ao falar do patrimônio histórico como cenário, onde ruina e abandono dividem o mesmo ambiente, fazendo com que o ator se destaque.

Henry comenta sobre o cenário que fez para peça Labio de Liebre, considerado por ele como clássico por ter movimento e ser funcional, e Márcio Medina explica o processo de criação do cenário da peça Corpos Opacos, dirigida por Carolina Virguez e Sara Antunes.

Outro cenário comentado na produção foi construído pelo arquiteto e urbanista Paulo Mendes da Rocha para o espetáculo Grande Sertão: Veredas, dirigido por Bia Lessa. “Tem uma mega tecnologia, luz de cinema e, ao mesmo tempo, é absolutamente elementar. É o teatro em sua forma mais elementar”, explica Caio Blat.

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